A deputada Rosane Ferreira (PV-PR) participou na terça-feira, 19, da audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem, que discutiu se as ocupações de parteira tradicional, cuidador de idosos, instrumentador cirúrgico e técnico em imobilização ortopédica devem ser regulamentadas como profissões independentes. Atualmente, cinco projetos de lei sobre o assunto tramitam na Câmara. Durante a audiência, os representantes de enfermeiros e de técnicos e auxiliares em enfermagem defenderam que essas ocupações sejam tratadas como especializações profissionais da categoria de enfermagem.

Durante o debate, Rosane criticou o surgimento dessas novas profissões por reduzir o campo de atuação do profissional de enfermagem.

“O que nos preocupa é a forma como essas atividades estão sendo postas e a restrição da atividade da enfermagem. A enfermagem tem que atuar na prevenção, na promoção e na atenção à saúde. Uma coisa está relacionada com a outra. Não podemos ficar só atendendo a doença instalada, nós precisamos continuar agindo na prevenção dela. Hoje a situação que está posta é de que a enfermagem está cada vez mais restrita à área hospitalar, faltando as ações, por exemplo, da enfermagem preventiva, ou da promoção à saúde propriamente dita”, disse a deputada.

Na mesma linha, a coordenadora da Região Norte da Federação Nacional dos Enfermeiros, Eliane Santos, argumentou que o trabalho desenvolvido por parteiras tradicionais, cuidadores de idosos, instrumentadores cirúrgicos e técnicos em imobilização ortopédica já faz parte das atividades do profissional de enfermagem.

“O que a gente não vai tolerar é que venham essas ocupações tirar as atividades que eram da enfermagem, onde a gente pode estar qualificando os técnicos e os próprios enfermeiros para estarem executando essa demanda, que já é nossa. Na verdade, a gente já vem fazendo isso. Então, não precisa criar novas profissões para executar atividades que já são da prática diária, tanto do enfermeiro, quanto do técnico e do auxiliar de enfermagem. Então, a gente vai lutar também para que sejam criadas especialidades dentro da enfermagem e do nível médio para executar essas atividades”, ressaltou.

De acordo com Rosane Ferreira, ainda no primeiro semestre, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Enfermagem quer transformar em lei a jornada de trabalho de 30 horas semanais para os profissionais de enfermagem.

Com informações da Agência Câmara