3142081A comissão externa de combate ao racismo no Brasil aprovou, na última quarta-feira (30/04), requerimento do dep. Eurico Jr. (PV-RJ) pedindo a realização de diligências nos estados do Rio de Janeiro, Sâo Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para acompanhar a apuração dos casos recentes de suposta prática de racismo. O parlamentar fluminense é membro da comissão, criada em abril, que se destina a propor ações legislativas e políticas capazes de combater os recentes casos de racismo, bem como investigar as providências adotadas pelos setores públicos e privados.

“A democracia não convive com racismo. Precisamos dar resposta rápida, ser ágeis e intolerantes com aquele que o pratica. Não podemos ficar ausentes do enfrentamento a esta questão, daí imperativo se faz irmos aos locais onde forem praticados esses crimes, inafiançáveis e imprescritíveis,  e investigar junto às autoridades as motivações que levam a tal situação e, por fim, propor soluções e deliberar sobre as matérias que tramitam na Casa e que podem ser significativas para o combate ao racismo institucionalizado e na sociedade”, justificou Eurico Jr. no requerimento.

Os parlamentares acompanham três episódios de discriminações no futebol: os jogadores Arouca, do Santos, e Tinga, do Cruzeiro, e o juiz Márcio Chagas foram chamados de macaco durante as partidas. O deputado reclama que, até agora, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não se manifestou oficialmente sobre os casos envolvendo Arouca e Chagas.

No Rio de Janeiro

A comissão externa também acompanha as investigações que envolvem o ator negro Vinícius Romão de Souza (que ficou preso 15 dias no Rio de Janeiro acusado de ter assaltado uma mulher, mas sem evidências) e Cláudia da Silva Ferreira (que morreu baleada após uma operação da polícia carioca e depois foi arrastada por 250 metros por um carro da polícia). Cláudia também era negra.

Fonte: assessoria de comunicação Lid/PV, com informações da Agência Câmara Notícias

Imagem: www.ceert.org.br