Campos substitui materiais tóxicos por não-poluentes e quer entrar para o Guiness Book.
No lugar do sal grosso, que ia para o lixão e poluía o lençol freático, 60 toneladas de dolomita, um mineral muito comum na natureza, rico em cálcio e magnésio. Em vez de tinta xadrez, corantes naturais. E muito, muito pó de serragem, borra de café e bagaço de cana, um subproduto abundante na cidade que já foi uma das maiores produtoras de açúcar do país.
De olho em entrar para o Guiness Book, o livro dos recordes, estreando uma nova categoria, a de primeiro tapete totalmente reciclável do planeta, Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, resolveu inovar na tradicional celebração de Corpus Christi. Criou o 1º Circuito de Tapetes Sustentáveis, com a confecção de cerca de 2 mil metros de painéis para cobrir as ruas do Centro e dos distritos de Baixa Grande, Travessão, Goytacazes e Farol de São Tomé. Somente no Centro, para o trajeto da procissão até a Catedral de São Salvador, foram 1.3 mil metros, com a criação de 55 tapetes de 5m cada e mais 10 passarelas, de 8 a 15m.
A empreitada mobilizou mais de 650 fiéis de 12 paróquias e voluntários de órgãos públicos e de classes. Todo o material usado será processado e vai virar adubo orgânico para ser doado a agricultores familiares e aplicado nas hortas comunitárias do município. “Fotogramos e filmamos tudo e vamos dar entrada semana que vem na representação do Guiness Book, que fica no Rio, com a indicação para criar essa nova categoria. Uma ong ambiental também dará um parecer técnico sobre os materiais empregados”, contou Wilson Heidenfelder, presidente do Convention e Visitor Bureau de Campos, organizador do evento, em parceria com a prefeitura e a Diocese.
Fonte: O Dia / RJ
Foto: www.campos.rj.gov.br
