secaA seca que atinge São Paulo afetou todas as seis bacias do Rio Tietê, com aproximadamente 200 municípios e 27 milhões de pessoas. Embora todas as bacias estejam sendo atingidas, em alguns locais o problema se agrava, como na cidade de Itu.

Além da bacia do Alto Tietê, que abastece nove milhões de pessoas, todas as outras cinco enfrentam dificuldades.

– O racionamento de água ocorre desde fevereiro em Itu e Saltinho (a 80 quilômetros de São Paulo). Nesses municípios, só tem água a cada três dias – diz Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

CULTIVO DE MILHO É O PIOR

A seca no interior paulista afeta a safra agrícola. De acordo com José Roberto da Silva, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria da Agricultura de São Paulo, o setor sofre com o calor excessivo. A cultura mais prejudicada é a do milho, que terá quebra de safra de 33% (os agricultores colherão 2 milhões de toneladas, contra 3 milhões em 2013). As perdas da soja serão de 17% (1,5 milhão de toneladas, contra 1,8 milhão no ano passado). A cana-de-açúcar terá perda de 8% (409 milhões de toneladas, contra 444,4 milhões no ano passado). São Paulo produz 70% da safra brasileira de açúcar e álcool.

– O problema é que, se não chover em setembro, não tem como preparar o solo para o plantio da safra do ano que vem, e, fatalmente, teremos redução também na safra em 2015 – diz José Roberto.

Celso Torquato Junqueira Franco, presidente da União dos Produtores de Bioenergia (Udope), explica que a redução na safra de cana no estado já obrigou as destilarias da região de Araçatuba e Andradina a demitirem pelo menos mil pessoas.

Fonte: O Globo-RJ

Fonte: folhadoes.com.br