Denúncia de possível contaminação do reservatório da barragem do rio Descoberto, responsável por 65% do abastecimento do Distrito Federal, pelo lixão de Águas Lindas de Goiás, levou o líder do Partido Verde na Câmara, deputado Sarney Filho (MA) a pedir ao Ibama, ao Instituto Brasília Ambiental e à Secretária de Meio Ambiente do Estado de Goiás (SEMARH) providências para apurar o caso. A suspeita foi levantada por técnicos do Consórcio Público de Manejo de Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás – CORSAP.
Segundo matéria do Jornal Brasília Capital, em edição datada de 15 a 21 de novembro, o superintendente do CORSAP, Arquicelso Bites, confirma que há mais de sessenta dias sua equipe, que é a responsável pelo controle do manancial, não recebe permissão para ingressar na área do lixão, que é administrado pela Caenge Ambiental.
Por sua vez, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Águas Lindas, Lúcio Mauro Rodrigues, não descarta a possibilidade de contaminação, argumentando que “a barragem está a apenas 3 Km, em linha reta, do lixão, não se podendo garantir que o chorume não chegue até lá por meio do lençol freático”.
A CORSAP faz a fiscalização complementar da coleta e destinação dos lixos domiciliar, hospitalar e entulhos de toda a região. Já a Caenge Ambiental é contratada pela prefeitura de Águas Lindas para fazer a coleta de lixo do município. De acordo com Arquicelso Bites, o lixão não cumpre o que prevê a nova lei de Resíduos Sólidos, em vigor desde agosto deste ano. Para ele, com a falta de impermeabilização do terreno, não se pode afirmar que não há risco de contaminação por via do lençol freático.
Fonte: Assessoria de Comunicação Lid/PV
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