EndometrioseA deputada Rosane Ferreira (PV-PR) faz parte do Grupo de Trabalho da Endometriose, criado, nesta terça-feira (06/05), no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, da qual é membro.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a doença atinge cerca de 175 milhões de mulheres no mundo, entre as quais 10 milhões de brasileiras, impedindo que as pacientes tenham vida profissional e familiar normais.

Em sua primeira reunião, o colegiado definiu que realizará uma visita ao ministro da Saúde, Arthur Chioro, e um seminário para debater e buscar soluções para esse sério problema de saúde pública.

A doença
A endometriose é uma doença benigna provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, seguem no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde se multiplicam e sangram. Endometriose profunda é a forma mais grave da doença.

As causas ainda não estão bem estabelecidas. Uma das hipóteses é que parte do sangue reflua através das trompas durante a menstruação e se deposite em outros órgãos. Outra possibilidade é que a causa seja genética e esteja relacionada com possíveis deficiências do sistema imunológico.

Diagnóstico
Diante da suspeita de endometriose, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico. Outros expedientes podem confirmar a doença, como exames laboratoriais e de imagem (ultrassom e endovaginal). A confirmação do diagnóstico, porém, depende da realização de biópsia.

Tratamento
A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, por causa da queda na produção dos hormônios femininos. Mulheres mais jovens podem usar medicamentos que suspendem a menstruação. Lesões maiores de endometriose devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Fonte: assessoria de comunicação Lid/PV, com informações da Agência Câmara Notícias

Foto: novotempo.com