O seminário “O Direito de Escolha do Consumidor do Futuro: Um Debate sobre Energias Renováveis, Água, Reciclagem e Portabilidade da Conta de Luz”, promovido por frentes parlamentares ligadas ao tema, com apoio da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do EcoCâmara, realizado nesta terça-feira, 6, destacou a importância de se buscar eficiência energética e a portabilidade da conta de Luz.
Coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Energias Renováveis, Eficiência Energética e Portabilidade da Conta de Luz, o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PV-SP) defendeu o direito de o brasileiro escolher de quem comprar sua energia, como escolhe hoje a operadora de telefonia celular.
Ele observou que o mercado livre de energia já existe no Brasil desde 1995, mas é limitado a grandes consumidores, como indústrias e shoppings. De acordo com o parlamentar, o mercado livre tem possibilitado economia substancial para esses grandes consumidores, e a ideia é expandir isso para todos os consumidores, por meio da aprovação do PL 1917/15. O projeto aguarda análise na Comissão de Minas e Energia da Câmara.
O presidente da Associação dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Medeiros, também defendeu a aprovação do projeto, para que todos os consumidores, inclusive residenciais, tenham acesso ao mercado livre de energia. “O poder de escolha traz competitividade”, ressaltou.
Ele citou pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência em 2016 que mostra que o direito à portabilidade da conta de luz interessa a 73% da população brasileira. Conforme o levantamento, mais de 50% dos entrevistados trocariam a empresa fornecedora de energia elétrica se tivesse a oportunidade, sendo o preço o principal motivo.
Desenvolvimento Econômico e Sustentável
O Secretário de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, afirmou que as questões ambientais não se chocam com o desenvolvimento econômico do País, mas são parte do processo de desenvolvimento sustentável.
Segundo ele, esse tipo de desenvolvimento inclui o fomento a energias renováveis, à eficiência energética, à gestão adequada dos recursos hídricos, ao combate do desmatamento e à reciclagem. “Tudo isso é parte de uma nova economia, que nós precisamos desenvolver”, ressaltou. Para ele, essas atividades podem gerar emprego para os brasileiros.
Lucero participou nesta terça-feira (6) do seminário “O Direito de Escolha do Consumidor do Futuro: Um Debate sobre Energias Renováveis, Água, Reciclagem e Portabilidade da Conta de Luz”, promovido por frentes parlamentares ligadas ao tema, com apoio da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do EcoCâmara.
Fonte: Com informações da Agência Câmara Notícias
Foto: Lúcio Bernardo Junior
