O deputado Eurico júnior (PV-RJ), em nome da bancada do Partido Verde, encontrou-se hoje, 15, com o ministro da justiça, José Eduardo Cardoso, para pedir a participação da Polícia Federal nas investigações do assassinato do ambientalista espanhol Gonzalo Alonso Hernández, ocorrido no dia 4 de agosto, no Rio de Janeiro.
De acordo com o deputado, o ministro mostrou-se indignado com o brutal assassinato e encaminhou, no mesmo momento, o caso para a PF examinar e tomar as medidas cabíveis.
Na oportunidade, Eurico aproveitou para alertar que ameaças, violência e assassinatos de ambientalistas tornaram-se recorrentes e crescentes em todo o Brasil. “Segundo um estudo da ONG Global Witness, 711 ativistas foram assassinados no mundo ao longo da última década por protegerem a terra e floresta – e mais da metade são brasileiros”, destacou o deputado.
Gonzalo Alonso Hernández foi encontrado morto no Parque Estadual Cunhambebe (RJ). Segundo as primeiras informações divulgadas pela delegacia do município de Rio Claro (RJ), que investiga o caso, a morte do espanhol pode ter sido uma retaliação pelas frequentes denúncias que ele fazia contra extratores de palmito e caçadores e criadores de gado, que agiam dentro da área de proteção ambiental. “Isso estava incomodando muitas pessoas”, declarou o delegado Marco Antônio Alves, que ainda disse que ele pode ter sido torturado antes de ser assassinado.
O corpo do biólogo foi encontrado por um vizinho, na manhã de terça-feira (6/8), com marcas de tiros na cabeça, boiando próximo a uma cachoeira do parque. Hernández era casado com Maria de Lurdes Pena Campos, e morava na região há mais de 10 anos.
A morte do biólogo espanhol ganhou repercussão internacional por meio do jornal El País, da Espanha, que definiu Hernández como um “destacado ativista ambiental, assassinado em casa, e jogado em uma cachoeira do parque que defendia”.
Foto: Isaac Amorim/ Ministério da Justiça
