6437661029_cb0a887661_zPaíses periféricos exigem garantias de financiamento para um eventual “protocolo de Paris” contra o Aquecimento Global em 2015
A reunião sobre mudanças climáticas que antecede a Assembléia Geral das Nações Unidas na semana que vem, em Nova Iorque, vai testar a vontade das nações ricas de contribuir para o Fundo Climático Verde (GCF). Mas o valor levantadodeve ficar aquém das esperanças das nações em desenvolvimento que, no ano passado, falavam em um aporte de US$ 15 bilhões.

O Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que os líderes de mais de 120 países façam “promessas ousadas” na reunião do próximo dia 23. Muitos indicaram esforços, mas, até agora, só a chanceler alemã Angela Merkel falou em valores. Em julho, ela prometeu US$ 1 bilhão em quatro anos para o fundo, pensado para estimular países em desenvolvimento a realizarem projetos de redução às emissões de gases-estufa, adaptação às ondas de calor e elevação dos mares.

“Vários países estão trabalhando duro para fazer os anúncios em Nova York. Alguns farão e outros estão propensos a apoiar”, disse Hela Cheikhrouhou, chefe do GCF, que abriu sede na Coréia do Sul no ano passado e terá uma conferência própria em novembro. Mas os países desenvolvidos, sobretudo os europeus, têm se desdobrado para manter os or- çamentos de ajuda ambiental e cumprir a agenda de estímulo ao crescimento e emprego dentro de casa. De fato, segundo o Banco Mundial, antes do anúncio da Alemanha, todas as promessas totalizavam apenas US$ 55 milhões de 12 nações. O primeiro-minis-troda Noruega, ErnaSolberg, disse que pretende alocar US$ 31 milhões para a causa, mas só em 2015. O valor é menor do que muitos ambientalistas têm esperado, principalmente porque Oslo é, historicamente, um dos doadores mais generosos do mundo.Green Climate Fund COP 19

O financiamento do GCF faz parte de uma pressão crescente dos países periféricos sobre os desenvolvidos que, em 2009, estabeleceram uma meta de canalizar anualmente US$ 100 bilhões a partir de 2020. Segundo Meena Rahman, do Grupo de Desenvolvimento do Terceiro Mundo, muitos países, como os Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca, indicaram que vão fazer promessas ainda este ano, mas não necessariamente agora. Os países em desenvolvimento querem uma soma considerável até a cúpula climática de dezembro, no Peru, e cogitam captar recursos dos próprios pares. “Estamos conversando com os membros da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) para colocarem dinheiro no gCF”, disse o ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel Pul-gar-Vidal. Os governos das nações em desenvolvimento querem sinais claros de aumento nos fundos ambientais para aderirem a um novo grande acordo contra o Aquecimento Global na cúpula de Paris, prevista para o final de 2015.

Fonte: Brasil Econômico

Foto: www.euractiv.com

Imagem: www.thegreenmarketoracle.com