Relatório estima que próximos 15 anos serão decisivos para limitar o aquecimento global
O mundo pode evitar custos financeiros e ambientais ao optar por uma economia de baixo carbono nos próximos 15 anos, disse nesta terça-feira (16) um grupo de especialistas antes da cúpula das Nações Unidas sobre o clima.
O grupo pediu maior ação global para a adoção de energias renováveis, o fim do desmatamento e a integração da investigação sobre as tecnologias adequadas como parte do combate às alterações climáticas.
O relatório estima que os próximos 15 anos serão decisivos diante de uma economia mundial em plena restruturação e face à dificuldade de respeitar o objetivo de limitar o Aquecimento Global a 2º Celsius.
O estudo cita um investimento mundial de R$ 210 bilhões (US$ 90 bilhões) em infraestrutura nos próximos 15 anos, período em que é esperado rápido aumento da urbanização.
– Podemos usar esse dinheiro para prosseguir com o modelo atual, que produz grande quantidade de emissões de carbono, ou escolher um modelo diferente.
O estudo, feito ao longo do ano, reduz os custos que surgiriam de investimentos de amigos do ambiente.
O documento mostra que ainda que os investimentos mais ecológicos representem R$ 613 bilhões (US$ 270 bilhões) de custos adicionais por ano, eles seriam compensados por outros custos mais baixos, como a diminuição das despesas com petróleo.
A ideia segundo a qual uma política para o clima traz demasiados prejuízos baseia-se “na incompreensão total das dinâmicas em jogo na economia mundial”, adianta o estudo.
– [Essa ideia] tem como base a premissa de que as economias são imutáveis e que o futuro não é mais do que uma continuação das tendências passadas.
Segundo o relatório, os problemas de saúde e as mortes causadas pela poluição do ar são um dos principais entraves econômicos,
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, convocou uma reunião de cúpula sobre o clima para o próximo dia 23, nas Nações Unidas, na esperança de preparar a próxima grande conferência mundial de Paris em 2015.
O relatório, escrito em conjunto com o economista britânico Nicholas Stern, apela igualmente à supressão progressiva das energias fósseis, assim como à reflorestação de 500 milhões de hectares de florestas e de terras cultiváveis até 2030.
Fonte: Agência Brasil
