Em pronunciamento no Plenário da Câmara dos Deputados, o deputado Dr. Sinval Malheiros (PV-SP) destacou a passagem do Dia Mundial da Alfabetização, celebrado no dia 8 de setembro. A data foi instituída em 1967, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela UNESCO, com o objetivo de despertar a consciência da comunidade internacional e chegar a um compromisso mundial com relação ao desenvolvimento e à educação.
Para Dr. Sinval, além das limitações a que submete o indivíduo, o analfabetismo representa um entrave no processo de desenvolvimento dos países que enfrentam esse problema. Quanto mais pessoas analfabetas, menor é o índice de desenvolvimento”, disse.
O parlamentar citou o Brasil como um dos países que ainda luta pela erradicação do analfabetismo, destacando que, “de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNDA), realizada pelo IBGE em 2014, o percentual de pessoas analfabetas no Brasil é de 8,3%, ou seja, cerca de 16 milhões de brasileiros. São pessoas que não conseguem sequer escrever um bilhete. Entre as regiões brasileiras mais afetadas pelo analfabetismo estão o Norte e o Nordeste”.
Dr. Sinval criticou a falta de investimentos em educação no país, e ressaltou que “não basta apenas colocar as crianças na escola, sem proporcionar todas as condições preponderantes e ideais para assegurar resultados efetivos no processo de ensino e aprendizagem”.
Ele chamou a atenção para o fato de o Brasil utilizar, ainda hoje, modelos de educação arcaicos e ineficientes. “Faltam, sem dúvida, ideias mais inovadoras e objetivas, criatividade, planejamento e estímulos suficientes para os professores e os alunos”, alertou.
Antes de encerrar seu discurso, o deputado pediu ao governo federal que intensifique e torne mais eficazes as ações e políticas de combate ao analfabetismo no Brasil. “É preciso corrigir uma série de deficiências do sistema de ensino. Impõe-se melhorar o desempenho dos estudantes e reduzir a evasão escolar, garantir a disponibilidade de professores em número suficiente, com a qualificação necessária e salários dignos. Somente com o atendimento a esses requisitos, conseguiremos erradicar definitivamente o analfabetismo no Brasil”, finalizou.
Há, no mundo, cerca de 880 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever. O desenvolvimento econômico, o progresso social e a liberdade dos seres humanos dependem do estabelecimento de um nível básico de alfabetização em todos os países do mundo.
Fala-se em alfabetização básica, quando uma pessoa sabe ler, escrever e conhece as principais regras de cálculo. Segundo a UNESCO, uma pessoa é analfabeta quando não consegue ler ou escrever uma pequena frase sobre sua vida. No entanto, aos números mencionados acima, pode-se adicionar as centenas de milhões de “analfabetos funcionais”, pessoas que sabem ler e escrever uma frase simples, mas não vão muito além disso. Por exemplo, não sabem preencher um formulário, interpretar um artigo de jornal ou usar os números no dia-a-dia.
Assessoria de Comunicação Lid/PV
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

