O Brasil defendeu uma proposta para integrar as áreas protegidas da América Latina e do Caribe. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o secretário de Biodiversidade Florestas do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, apresentaram nesta segunda-feira (05/12) o projeto Corredores Ecológicos, na 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre Diversidade Biológica, que ocorre até o fim da próxima semana, em Cancun, no México. O objetivo é alinhar os sistemas de unidades de conservação e garantir a sustentabilidade na região.

A medida busca resultados na área ambiental ao mesmo tempo em que cria mecanismos para impulsionar a economia. De acordo com o ministro Sarney Filho, o projeto está relacionado a questões diversas como “a manutenção do equilíbrio climático, a mitigação de processos de desertificação, a segurança hídrica e, em especial, a conservação da biodiversidade”. “Os corredores ecológicos também geram oportunidades de desenvolvimento econômico”, acrescentou o ministro.

Para alcançar esses objetivos, a criação dos corredores ecológicos pretende, ainda, promover a cooperação entre diversos setores da sociedade a nível internacional. “Esse projeto implica o envolvimento dos governos estaduais, de organizações da sociedade civil, de universidades, do sistema de áreas protegidas dos países da América Latina e Caribe”, explicou o ministro.

CONECTIVIDADE

A proposta foi apresentada em evento paralelo com a participação de outras autoridades. O secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio Dias, classificou como positiva a proposta dos Corredores Ecológicos apresentada pelo Brasil. “Precisamos tratar da conectividade entre áreas protegidas diante dos esforços que se fazem necessários na adaptação à mudança do clima”, afirmou Dias.

O desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, também participou do evento e aprovou as medidas que estão sendo adotadas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no combate ao desmatamento. O ministro Sarney Filho afirmou que os avanços obtidos se devem em grande parte ao Poder Judiciário. “Não fosse a participação efetiva do Judiciário, talvez não tivéssemos avançado tanto, porque os desafios são muitos”, afirmou Sarney Filho.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) 

Foto: Paulo de Araújo / MMA