Os trinta ativistas do Greenpeace detidos na Rússia, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel, por participar em uma ação de protesto em uma plataforma de petróleo no Ártico estão praticamente em estado de choque, declarou nesta terça-feira (1º) a chefe de uma comissão de vigilância penitenciária.
“Muitos deles estão quase em estado de choque. Não entendem do que são acusados”, declarou à AFP Irina Pakatcheva, que visitou os militantes em prisão preventiva em Murmansk (nordeste da Rússia).
“Não podiam imaginar essas consequências depois de uma ação pacífica em um país democrático”, explicou Pakatcheva.
Trinta ativistas que participaram na ação – 26 estrangeiros e 4 russos – foram colocados em prisão preventiva até 24 de novembro sob acusação de “pirataria”, um delito que pode valer até 15 anos de prisão.
O barco da organização, o Arctic Sunrise, foi interceptado em 19 de setembro por um grupo da guarda costeira russa e rebocado para Murmansk. Os tripulantes do barco tentavam escalar uma plataforma da empresa Gazprom no Ártico para protestar contra os projetos de extração de petróleo na região.
A bióloga gaúcha foi a primeira ativista do Greenpeace a receber a acusação formal de pirataria, após o protesto pacífico no Ártico. Ela pode ficar 15 anos presa. Na terça-feira, 1º de outrubro, o líder da Bancada do PV, deputado Sarney Filho (MA) apresentou um pedido formal de libertação dos ativistas à embaixada da Rússia no Brasil. O Partido Verde apoia a campanha do Greenpeace em defesa de seus militantes. Você também pode ligar para a Embaixada ou para os Consulados do Rio de Janeiro e São Paulo para pedir a libertação de Ana Paula.
Embaixada da Rússia: (61) 3223.3094/4094
Consulado Geral da Rússia em São Paulo: (11) 3814.4100
Consulado Geral da Rússia no Rio de Janeiro: (21) 2274.0097
Fonte: G1/ Assessoria liderança do PV/ Greenpeace Brasil
Imagem: www.greenpeace.org/brasil
