O Deputado Antônio Roberto (PV-MG) integrou a comitiva de parlamentares que visitou o Parque Nacional da Serra da Canastra, nos dias 11 e 12 de abril, com o objetivo de analisar e discutir com os populares e os prefeitos dos municípios da região da Canastra o projeto de lei da Câmara, PLC 147/2010, que cria a Área de Proteção Ambiental da Serra da Canastra, passando a compor o mosaico de unidades de conservação, e seu apenso, PLC 148/2010, que altera os limites do Parque Nacional da Serra da Canastra.

De acordo com Antônio Roberto, o Parque vai ganhar mais proteção e ter seus limites alterados, com parte do território se transformando em monumento natural. Os deputados visitaram a unidade de conservação, que engloba as nascentes do Rio São Francisco e a Casca D’Anta, de 186 metros de altura. “O objetivo é dividir os 200 mil hectares em duas categorias, ficando o parque com 130 mil hectares e o monumento com 70 mil”, informou.

O parlamentar também acrescentou que milhares de pessoas que vivem na região serão beneficiadas com a aprovação do projeto, que vai acabar com uma série de conflitos que duram mais de 40 anos. “O importante é que o projeto amplia a área de unidade de conservação do parque, considerando quem vive lá há décadas”, acrescentou.

O Parque Nacional da Serra da Canastra fica na Região Sudoeste de Minas e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Criada pelo Decreto 70.355, de 3 de abril de 1972, a unidade de conservação com 200 mil hectares preserva as nascentes do Rio São Francisco e vários outros monumentos naturais. O cenário de grande beleza inclui grandes paredões de rocha, cachoeiras, com destaque para a Casca D’Anta, de 186 metros, a primeira do Velho Chico. O parque é um divisor natural de águas das bacias dos rios São Francisco e Paraná, neste caso contribuindo ao sul com o Rio Grande e ao norte com o Rio Paranaíba, por meio do Rio Araguari, que nasce nos limites da Serra da Canastra. As maiores altitudes beiram os 1,5 mil metros. A região tem dois sítios arqueológicos em condições de preservação, com pinturas rupestres e outros elementos ainda não totalmente identificados.