A Comissão de Educação e Cultura comemorou os 100 anos de Luiz Gonzaga na última quinta-feira, 22, com uma audiência pública para debater a importância do Rei do Baião para a cultura brasileira.

Autor do requerimento para a realização do encontro, o deputado Penna (PV-SP) lembrou que Gonzagão, como também era conhecido, inseriu o Nordeste na música brasileira. “Sua obra fala das dores, amores, sortilégios, buscas, tristezas, alegrias do povo nordestino. Ele foi o cronista de um tempo e de um lugar, o sertão, a caatinga; e de uma forma tão grande que transcende a tudo”, disse Penna.

Para um dos convidados do evento, Ricardo Cravo Albin, pesquisador e historiador da Música Popular Brasileira, “Luiz Gonzaga foi o grande unificador e propagador da miscigenação de raças e cultura brasileira.  Luiz Gonzaga conseguiu, ainda, transmitir para o Brasil inteiro,   toda a cultura nordestina que estava escondida e esquecida no Nordeste”, acrescentou.

Por sua vez, para Reivaldo Vinas, editor do livro “Luiz Gonzaga – o matuto que conquistou o mundo”,  a sensibilidade musical de Luiz Gonzaga fazia com que ele captasse a síntese de uma tradição histórica de sofrimento de seu povo, que era transmutada para as suas canções em letra, versos e melodias. Todo o Nordeste encontrou em Luiz Gonzaga a voz sufocada de uma região esquecida e sofrida. 

Também presente à audiência, Chambinho do Acordeon, músico e ator que representou Luiz Gonzaga no filme  “Gonzaga, de Pai para Filho”, disse que “Toda criança, quando desperta para a música, começa a tocar Asa Branca, música que já está incorporada em definitivo na memória musical de todo brasileiro. As canções de Luiz Gonzaga integram o patrimônio cultural do País”.