A Câmara dos Deputados instalou na terça-feira, 12, a comissão especial que analisará o Projeto de Lei 6726/16, que regulamenta o teto remuneratório no serviço público. O deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES) é um dos integrantes da comissão e defendeu “um debate aberto, transparente e muito lúcido dos tetos salariais remuneratórios no serviço público brasileiro”.

Caberá a comissão, que será presidida pelo deputado Benito Gama (PTB/BA) e tem como relator o deputado Rubens Bueno (PPS/PR), decidir o que deve ou não entrar no teto estabelecido pela Constituição.

Constituição

De acordo com o texto constitucional, o limite remuneratório na administração pública é o subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje R$ 33,7 mil. Mas, como alguns rendimentos não são submetidos às regras do teto, há casos de servidores que recebem, por mês, mais do que os ministros do STF.

Para dar efetividade ao limite previsto na Constituição, o projeto determina, por exemplo, que se aplique o teto ao somatório de todas as verbas recebidas por uma mesma pessoa, incluindo rendimentos de mais de um cargo, emprego, aposentadoria, pensão ou qualquer combinação possível entre essas espécies de receitas, mesmo quando originados de fontes pagadoras distintas.

Ficam submetidos ao teto: vencimentos, salários, soldos, subsídios, verbas de representação, abonos, prêmios, adicionais, gratificações, horas-extras, auxílios-moradia, entre outras receitas.

Fonte: Com informações da Agência Câmara Notícias

Foto: Antônio Augusto/ Câmara dos Deputados