EmbaixadaO coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho defendeu hoje (8), durante evento paralelo da Conferência Mundial do Clima – COP 21, em Paris, o desenvolvimento sustentável como alternativa para enfrentar as mudanças climáticas que ameaçam o planeta. “Este também é o caminho para o combate à pobreza no mundo”, afirmou o parlamentar, que participou do evento Générations Climat.

As agressões ao meio ambiente e às populações tradicionais também foram discutidas em reunião com representantes de Organizações Não Governamentais – ONG’s, entre eles, Mário Mantovani da SOS Mata Atlântica e Maurício Guetta, do Instituto Socioambiental (ISA), especialistas e líderes indígenas, como o cacique Kaiapó, Raoni Mektutire e Sônia Guajajara. Os parlamentares da Frente, Ricardo Trípoli (PSDB- SP) e Ivan Valente (PSOL-SP) também participam da s discussões da COP 21.

O parlamentar observou que há uma grande expectativa com os entendimentos em curso na COP 21. Ao contrário das conferências anteriores, Sarney Filho ressaltou que 185 países já assumiram o compromisso de cumprir metas voluntárias de redução das emissões de gases do efeito estufa. “Ainda há a resistência de dez países, mas estamos pressionando para que os chefes de estado cedam, diante dos efeitos gravíssimos do aquecimento global”, disse.

Para os ambientalistas, três grandes questões terão que ser encaminhadas até o acordo final que será firmado pelos chefes de Estado presentes: o  financiamento para que os países em desenvolvimento possam fazer a transição para a economia de baixo carbono, mitigação e adaptação às mudanças do clima –  o  pleito do G77, que representa os países mais pobres varia entre 200 e 300 bilhões de dólares; o conceito de diferenciação, que retoma o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, isto é, não se pode  esquecer a contribuição histórica dos países desenvolvidos, que emitiram muito mais GEE, desde a revolução industrial. Por outro lado, não se pode ignorar as emissões dos Países emergentes que passaram a ser grandes emissores, como a China, assumindo a liderança, à frente dos EUA.

Clima

O deputado também participou de reunião da embaixada do Brasil naquele país, ao lado de parlamentares brasileiros. Vários integrantes da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional participaram da conversa com o embaixador brasileiro, Paulo de Oliveira Campos.

“Cobrei uma posição mais firme do Brasil no cumprimento das metas voluntárias de redução das emissões dos gases do efeito estufa”, afirmou o deputado. Ele argumentou que mesmo diante do agravamento dos efeitos das mudanças climáticas, os desmatamentos estão aumentando no país, que também enfrenta retrocessos na legislação socioambiental.

“Não podemos mais fazer apelo ao discurso de vitimização que procura evitar que países em desenvolvimento e com grandes emissões de gases do efeito estufa, como Brasil e China, cumpram metas a partir da COP 21”, afirmou. Para o deputado, a situação é grave e, por isso, cada país deve esforçar-se para buscar alcançar o limite de redução de suas emissões.

Para o parlamentar, “o Brasil não deve usar o discurso de que fez o dever de casa, cumpriu e superou metas anteriores, e, por isso, teria gordura para queimar, podendo se permitir um combate dos gases inferior a seu potencial”, ressaltou Sarney Filho. Ele criticou, ainda, as alterações no projeto que deu base à Lei de Biodiversidade e as manobras permanentes de setores que trabalham contra o desenvolvimento sustentável, como a tentativa de votação do projeto de decreto legislativo (PDC) sustando a Instrução Normativa da Funai que transfere para o Ibama o licenciamento de empreendimentos potencialmente poluentes em áreas indígenas.

Fonte e foto: Assessoria de imprensa deputado Sarney Filho (PV-MA)