Duas aldeias indígenas do povo mundurucu, no estado do Pará, estão usando placas fotovoltaicas para gerar energia solar. Os painéis foram instalados por uma parceria entre a ONG Greenpeace e a fundação americana Empowered by Light, como parte de um projeto de mobilização contra a construção de usinas hidrelétricas no Rio Tapajós. Essas hidrelétricas, caso saiam do papel, podem alterar cursos de água nas terras dos mundurucus ou alagá-las.
Duas aldeias indígenas do povo mundurucu, no estado do Pará, estão usando placas fotovoltaicas para gerar energia solar. Os painéis foram instalados por uma parceria entre a ONG Greenpeace e a fundação americana Empowered by Light, como parte de um projeto de mobilização contra a construção de usinas hidrelétricas no Rio Tapajós. Essas hidrelétricas, caso saiam do papel, podem alterar cursos de água nas terras dos mundurucus ou alagá-las.
Thiago Almeida, do Greenpeace, participou da instalação das duas placas solares nas aldeias. Ele conta que os mundurucus tinham antes acesso limitado à energia elétrica. Eles usavam um gerador a diesel que funcionava apenas seis horas por dia. Com a eletricidade gerada pelo sol, terão energia 24 horas por dia. A eletricidade será usada nos freezers, para guardar peixes e carne, nas áreas comuns da aldeia e em duas escolas. “A energia é toda voltada para espaços comunitários, como a escola. E tem os freezers. Para a gente, parece óbvio, mas esses freezers causam um impacto positivo muito grande na vida da aldeia. Sem eles, era preciso salgar a carne ou o peixe para conseguir manter os alimentos.”
Fonte: Revista Época, Blog do Planeta
Foto: Otávio Almeida/Greenpeace
