A Mata Atlântica é o bioma mais rico em biodiversidade do planeta. Ao todo, eram 1.300.000 km², ou cerca de 15% do território nacional, englobando 17 estados brasileiros, atingindo até o Paraguai e a Argentina. Sua área original corresponderia a uma extensão duas vezes o tamanho da França e mais de três vezes o território da Alemanha. Somado à magnitude destes números, um outro dado modifica a percepção sobre a imensidão desse bioma: nos últimos 500 anos sua floresta foi, drasticamente, reduzida.
Estes remanescentes estão cada vez mais ameaçados. O enorme e desleal ataque a legislação ambiental vigente, materializado, principalmente pela edição do novo Código Florestal, quando diversas garantias de extrema importância para a proteção do meio ambiente foram retiradas mediante a redução e flexibilização das Áreas de Preservação Permanente e da Reserva Legal, o que, junto com todo o pacote de anistias aos infratores ambientais, incentivou o aumento do desmatamento.
Infelizmente, hoje, Dia da Mata Atlântica, tivemos uma drástica confirmação deste anunciado retrocesso. A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram os dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica no período de 2012 a 2013.
O estudo aponta desmatamento de 23.948 hectares (ha) ou 239 Km² de remanescentes florestais nos 17 Estados da Mata Atlântica, no período de 2012 a 2013. Isso significou um aumento de 9% em relação ao período anterior (2011-2012), o qual registrou o total de 21.977 ha.
Trata-se da maior taxa anual de desmatamento desde 2008, cujo registro foi de 34.313 ha. Nos últimos 28 anos, a Mata Atlântica perdeu 1.850.896 ha – 18.509 km2 – o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 ha. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 ha, restam apenas 12,5% dos 1,3 milhões de km2 originais.
Desta forma, ao solicitar das autoridades competentes as devidas providências no sentido de resguardar os remanescentes florestais da nossa Mata Atlântica, o Partido Verde vem a público, mais uma vez, para alertar e fazer um apelo, quanto à necessidade de priorização da sustentabilidade e da busca pela economia verde por parte do nosso País, em detrimento da opção pelo atraso, com sérias e irremediáveis consequências a todo o equilíbrio do planeta.
BANCADA DO PARTIDO VERDE
CÂMARA DOS DEPUTADOS
Foto: www.agenciaminas.mg.gov.br

