cafeO Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, não participou das deliberações das atividades da Organização Internacional do Café (OIC) que aconteceram na última semana em Milão, na Itália, e está suspenso, durante um ano, de quaisquer discussões da entidade. Isso aconteceu por ter pago, com atraso, apenas uma parte da taxa anual de 382 mil libras, o equivalente a R$ 2,3 milhões pelo câmbio atual, devida à Organização.

O deputado Evair de Melo (PV-ES), que estava em missão oficial em Milão para participar do encontro anual da instituição, disse que foi uma tragédia anunciada. Membro do Conselho Nacional do Café (CNC), Evair chegou a acionar o Conselho e o Ministério da Agricultura, antes do início da reunião da OIC, mas não conseguiu nenhum avanço significativo, já que o pagamento dependia da liberação de recursos do governo federal.

O impacto disso, de acordo com o deputado capixaba, pode provocar grandes prejuízos para o Brasil, a exemplo da falta de credibilidade no mercado mundial e a não participação nos fóruns de discussão e em programas de promoção do café.

“O país perdeu assento nos comitês responsáveis pela institucionalização de políticas internacionais do café. Hoje, a nossa história, a história do café brasileiro foi marcada por uma tragédia irreparável, sacrificando o esforço de anos abrindo mercado, ampliando relações, buscando novas tecnologias e investindo em pesquisa”, lamentou Evair.

Por meio do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), Evair pretende reunir, nos próximos dias, representes da sociedade civil, produtores e governo para tentar buscar uma solução para a questão.

Assessoria de comunicação Lid/PV com informações da assessoria do dep. Evair de Melo

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