Cexbarra_lidPVA comissão externa que acompanha os desdobramentos sobre o rompimento de barragem na região de Mariana (MG) realiza audiência pública nesta terça-feira (12).

Segundo o coordenador da comissão, deputado Sarney Filho (PV-MA), as audiências públicas que estão sendo realizadas têm como objetivo principal esclarecer as causas do acidente, os efeitos provocados pelo vazamento e analisar as providências que estão sendo adotadas para minimizar a dor dos atingidos e recompor o ambiente degradado.

O parlamentar pondera que os processos de investigação sobre as causas do desastre estão em pleno andamento. “As informações estão muito confusas. Diversas questões não foram ainda esclarecidas para a sociedade brasileira”, afirmou.

Segundo ele, faltam informações relativas à correção técnica do alteamento da barragem de Fundão, ao grau de segurança da barragem; ao processo de licenciamento ambiental e o conhecimento, por parte da Samarco e dos órgãos de fiscalização, sobre os riscos que a obra envolvia.

 

Impactos

Na avaliação de Sarney Filho, não há um diagnóstico preciso dos impactos ecológicos e socioeconômicos do desastre sobre a bacia do rio Doce e como será a recuperação ambiental da região.

“Não há clareza sobre como os recursos serão disponibilizados e aplicados nem sobre qual instituição irá gerenciar esse processo. E ainda não foi definido o local de implantação da nova vila de Bento Rodrigues. Passados quase três meses da tragédia, a reparação de danos civis caminha lentamente, apesar da gravidade do impacto sobre as famílias atingidas”, lamentou.

 

Convidados

o presidente da C.E. das Barragens da Câmara Municipal de Mariana, Bruno Mól Crivellary;

o presidente da Cohab e da Mesa de Diálogo e Negociação Permanente com Ocupações Urbanas e Rurais de Minas Gerais, Cláudius Vinícius Leite Pereira;

o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana e coordenador da Força-Tarefa MG, Tadeu Martins Leite;

um representante do Ibama/MG; e

um representante do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

A reunião está marcada para as 14h30, em plenário a definir.

Fonte: Agência Câmara

Foto: Paula Laport Lid/PV