Um grupo de 30 publicações científicas internacionais e institutos de pesquisa anunciou nesta quarta-feira (10) um acordo para tornar públicos todos os dados produzidos sobre o vírus da zika, como forma de acelerar o combate à doença.
Entre os signatários estão o grupos editores da “Nature” e da “Science”, as duas revistas científicas mais prestigiadas do mundo, que normalmente cobram pelo acesso a seu conteúdo.
A única instituição brasileira a assinar o documento é a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O Instituto Pasteur, da França, que recentemente estabeleceu uma colaboração com a USP, também se compromete a compartilhar dados.
Também se destacam na lista de signatários a Fundação Nacional de Ciências dos EUA e a Academia Chinesa de Ciências.
Primazia – Normalmente, quando um cientista torna público um resultado preliminar de estudo, publicações científicas rejeitam a publicação de seu estudo, mas os periódicos signatários do acordo se comprometem a suspender essa política temporariamente agora. A medida é uma forma de estimular a divulgação de resultados antecipadamente.
Os centros de pesquisa que assinam os documentos se comprometem também a tornar acessíveis sequências genéticas de vírus que tenham obtido. Cientistas que propuseram a iniciativa afirmam que a lista está aberta a outras instituições que queiram aderir à política de dados abertos.
Fonte: G1
