O asfato-borracha é produzido com borracha moída de pneus que não podem ser mais utilizados. Os pneus sem utilidade muitas vezes são abandonados a céu aberto e demoram 600 anos para se decomporem. A outra prática que é utilizada para destruir os pneus é a incineração, mas a fumaça resultante da queima é tóxica.
A proposta já foi analisada nas Comissões de Meio Ambiente, de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça. O relator na comissão de Viação e Transportes, deputado Zoinho, do PR do Rio de Janeiro, afirmou que uso do asfato-borracha garante mais durabilidade para as rodovias.
“De 30 a 40 por cento, depende do fluxo de veículo e o peso das cargas que passam, mas é um asfalto que dura muito mais do que um asfalto comum.”
Já o deputado Sarney Filho, do PV do Maranhão, reconhece que os pneus representam uma ameaça ao meio ambiente, porque acumulam água e ajudam na proliferação de doenças. Mas, o deputado alerta que, como se trata de um material tóxico, o pneu precisa ser tratado com cautela.
“Alguns ambientalistas acham que nós deveríamos dar logo uma destinação final ao pneu imediatamente com o retorno dos fabricantes conforme a nossa Lei de Resíduos Sólidos. Quer dizer, o fabricante do pneu ou o importador do pneu teria que dar a esse pneu a destinação dele quando você acabasse de usar.”
A proposta que permite o uso de asfalto-borracha altera o Código de Trânsito Brasileiro e prevê que o uso de qualquer outro tipo de material deve ter sua decisão baseada em laudo técnico. O estado de Minas Gerais já adotou, por meio de lei estadual, o uso desse tipo de asfalto. Fonte: Rádio Câmara Foto: www.pastre.com.br
