Em audiência pública ocorrida na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (2), o deputado Sarney Filho (PV-MA), líder da Bancada Verde e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, defendeu uma nova política para o gerenciamento de parques brasileiros, com a participação da iniciativa privada.
“Perdemos a chance de mostrar as nossas áreas protegidas durante a Copa do Mundo, um projeto que chegamos a discutir”, afirmou o parlamentar. “A preocupação maior dos ambientalistas, até agora, foi garantir o fim dos desmatamentos, invasões e a regularização fundiária dos parques e áreas de proteção ambiental. Agora está na hora de acelerar os planos de manejo e investir em infraestrutura para permitir que brasileiros e estrangeiros possam conhecer de perto a nossa biodiversidade”, defendeu.
Considerado no Fórum Econômico Mundial de 2013 o país com maior potencial em recursos naturais do mundo (entre os 140 pesquisados), o Brasil possui cerca de 350 parques, que ocupam 33,5 milhões de hectares. No entanto, com a falta de utilização racional dos parques, o país deixa de aproveitar uma receita potencial calculada, em pesquisa do Instituto Semeia, em R$ 168 bilhões nos próximos dez anos.
Segundo Ana Luisa Mancini da Riva, presidente do Instituto Semeia, as parcerias público-privadas são a principal alternativa na falta de recursos públicos: “Não dá para contar com o orçamento público. É preciso buscar essa inovação. O setor privado pode contribuir para que mais recursos – e não só recursos financeiros, mas recursos técnicos – possam ser aportados para essa agenda”.
Entre as dificuldades apontadas pelos participantes da audiência para a boa utilização dos parques, como falta de infraestrutura, invasões, moradias irregulares, atividades econômicas ilegais e degradação ambiental, Fábio de Jesus, representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), destacou os problemas de regularização fundiária, consolidação de limites e implementação de planos, que tornam frágeis as unidades de conservação do País.
Fonte: assessoria de comunicação Lid/Pv, com informações da Agência Câmara
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