i398539A cidade vai sediar fórum mundial em 2018, com a participação de 40 mil pessoas, além de chefes de Estado e ministros. A decisão foi anunciada em Gyeongju, na Coreia do Sul. O Distrito Federal venceu a disputa com Copenhagen, na Dinamarca.

Brasília foi escolhida ontem como sede do Fórum Mundial da Água, o maior evento do setor de recursos hídricos do planeta. A capital brasileira será a primeira cidade do Hemisfério Sul a sediar a reunião, realizada a cada três anos. O encontro vai acontecer em março de 2018 e deverá atrair cerca de 40 mil pessoas, aquecendo a economia e o turismo. Brasília concorria com Copenhagen, na Dinamarca, e foi escolhida por 23 dos 36 delegados do Conselho Mundial da Água. O anúncio ocorreu ontem, na Coreia do Sul, país que receberá a próxima reunião, em 2015.

Em viagem oficial à cidade coreana de Gyeongju, o governador Agnelo Queiroz acompanhou o resultado e comemorou muito a conquista de Brasília. “Essa foi uma vitória grandiosa, que mostra a credibilidade da nossa cidade no plano internacional. Com isso, Brasília será a capital mundial da água durante três anos e terá também importantes eventos preparatórios até lá”, explicou Agnelo. “O fórum é o mais importante espaço para debater a gestão da água em vários níveis, desde o uso pela agricultura e pela indústria, até o abastecimento e a geração de energia. Como se trata de insumo fundamental para a vida, o debate sobre a gestão adequada é de grande relevância”, acrescentou o governador.

A última edição do Fórum Mundial da Água foi em 2012, em Marselha, na França. Na ocasião, o evento atraiu investimentos de R$ 61 milhões e contou com a presença de 15 chefes de Estado e 103 ministros, além de 2,5 mil jornalistas de várias partes do mundo. Ao todo, 180 países enviaram representantes para o encontro.

Tema crucial

O governo federal também trabalhou na defesa da candidatura de Brasília. O Brasil tem 12% de toda a água doce do mundo e o assunto é visto como estratégico pelas autoridades brasileiras. O diretor de Gestão da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Varella, lembrou que o evento deixará um legado importante para a cidade e para o país. “A água é um tema cada vez mais presente, neste momento no Brasil temos eventos extremos, como a grande cheia no Rio Madeira e a seca histórica no semiárido. O assunto está na pauta e é crucial. A água é o grande vetor de desenvolvimento em qualquer instância”, explicou Paulo Varella. A agência estará envolvida na organização do encontro e pretende contar com a participação de outros países da América do Sul.

Dos 36 integrantes do Conselho Mundial da Água, 23 votaram em Brasília, 10 defenderam a realização da reunião em Copenhagen e houve ainda três abstenções. A edição brasileira será a oitava do Fórum Mundial da Água. Nas últimas duas décadas, o encontro ocorreu em países como Marrocos, México, França, Holanda e Turquia.

O governador Agnelo Queiroz quer aproveitar a escolha de Brasília para transformar a cidade em um modelo de gestão de água no Brasil e no mundo. “Hoje, 83% do esgoto é coletado e tratado. Estamos fazendo investimentos de R$ 116 milhões para beneficiar 360 mil pessoas e, com isso, esse percentual vai passar para 94%. Até 2018, a meta é atingir o patamar de 100% das residências do DF com coleta e tratamento de esgoto”, explica o governador. Na área de abastecimento de água, o governo está investindo em adutoras, em uma estação de tratamento para a região sul do DF e em Corumbá.

Fonte: Correio Braziliense

Imagem: conhecimentopratico.uol.com.br