nanoA regulamentação dos produtos oriundos de nanotecnologia causou polêmica nesta quarta-feira (20) em debate na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados. O deputado Sarney Filho (PV-MA) defendeu a rotulagem obrigatória desses materiais. Já a gerente de projetos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cleila Guimarães Pimenta, disse que a medida pode confundir os consumidores.

Nano é uma unidade de medida que corresponde à divisão de um metro por um bilhão, ou 100 mil vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo. Uma série de produtos vêm sendo elaborados a partir da manipulação de elementos nessas dimensões, o que permite avanços em remédios, produtos domésticos, baterias, tecidos, cosméticos, entre outros.

Projeto
Um projeto apresentado por Sarney Filho determina que todos os produtos que forem desenvolvidos com essa tecnologia contenham rótulos com a informação (PL 5133/13). De acordo com o texto, até mesmo os produtos oriundos de animais alimentados com ração com nanomateriais deverão ser rotulados.

“A nanotecnologia promete uma série de avanços e não somos contra esses avanços, assim como não somos contra os transgênicos. O que devemos ter em vista é a precaução. Todo produto tecnológico é potencialmente nocivo e cabe ao produtor provar a segurança do novo produto”, argumentou o deputado.

Mudanças possíveis
O projeto de Sarney Filho está sendo analisado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e ainda deve ser votado pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça, mas o parlamentar não descartou a possibilidade de fazer mudanças no texto.

“Discutiremos e teremos um substitutivo ao projeto. A proposta é uma base para o debate e não há nenhuma posição fechada de minha parte. O importante é que essa discussão seja trazida para o Congresso e haja avanços”.

Sarney Filho, no entanto, insiste que os consumidores sejam sempre informados ao adquirirem produtos desse tipo. “A nanotecnologia é uma coisa relativamente nova no mundo e a gente não sabe até que ponto ela pode ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente”, alertou.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Imagem: www.techtudo.com.br