leonardopradoacO Congresso terá a obrigação de enfrentar temas que até então estavam sendo protelados, na avaliação do deputado Sarney Filho (PV-MA). Ele citou a reforma político-eleitoral, a destinação dos royalties do petróleo para educação e saúde, o orçamento impositivo, o combate à corrupção, o fim do voto secreto, a valorização do salário mínimo e a taxação das grandes fortunas como algumas das propostas que precisam ser pautadas. Sarney Filho afirmou que um dos objetivos de sua atuação neste segundo semestre será impedir que no novo Código Mineral aconteçam os retrocessos ambientais que ocorreram no Código Florestal. Ele disse esperar que as mobilizações populares “lancem luz” aos parlamentares para que prevaleça o bom senso na votação de propostas como a PEC 215/00, que, no seu entender, pode impedir a criação de novas terras indígenas e acabar com as localidades já demarcadas.

O deputado, que é líder do PV, criticou ainda o PL 7123/10, que reabre a Estrada do Colono no Parque do Iguaçu, “colocando em risco a integridade daquele patrimônio natural da humanidade”. Ele também defendeu “um transporte público não poluente, confortável e de excelência” e a prioridade a novos modelos energéticos no lugar “das fontes sujas e da energia nuclear”.

O direito dos povos indígenas é, segundo o deputado, prioridade absoluta do seu partido. “O desmatamento em áreas protegidas na Amazônia Legal está crescendo. Estudo do Instituto do Homem do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) indica a perda de pelo menos 208 km² de floresta, entre agosto de 2012 e março de 2013. Isso significa que houve um aumento de 41% em relação ao desmatamento detectado entre 2011 e 2012”, destacou.

Fonte: Jornal da Câmara

Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara