O líder do Partido
Verde, deputado Sarney Filho (PV-MA), lamentou a invasão e desocupação violenta do prédio do Museu do Índio, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira, 22, por uma tropa de choque da Polícia Militar. “Em novembro do ano passado, encaminhei ofício à Presidência da Câmara dos Deputados, à presidente Dilma Rousseff e ao governador do Rio, Sérgio Cabral, chamando a atenção para a decisão do governo estadual de demolir o prédio que fica junto do complexo do estádio do Maracanã. Na ocasião, o PV defendeu o tombamento do prédio”, afirmou o deputado.
Ao fazer um novo apelo às autoridades, Sarney Filho lembrou que, em fevereiro, o governo do Estado voltou atrás na decisão de demolir o prédio, mas, de acordo o edital de concessão, operação e manutenção do Maracanã, publicado no Diário Oficial, ficou definido que a construção, depois de restaurada, abrigará o futuro Memorial Olímpico.
“Não podemos concordar com esta destinação. O prédio tem valor histórico e é um símbolo da luta do Brasil em defesa da cultura indígena. Ali se instalou e atuou o precursor de uma nova postura de Estado para os indígenas, o Marechal Cândido Rondon – depois dele os índios passaram a ser vistos com uma visão humanista, as culturas passaram a ser respeitadas”, defendeu o líder.
Sobre a presença de dezenas de índios que ali construíram a aldeia Maracanã, o deputado criticou o tratamento dado ao grupo, que foi expulso do prédio sob efeito de gás lacrimogêneo.
Assessoria de imprensa do dep. Sarney Filho
