A comissão externa que vai acompanhar as ações referentes à epidemia de zika e à microcefalia abriu seus trabalhos na última quinta-feira, 18, definindo o roteiro de trabalho.
Criada no último dia 3, a pedido do coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista e líder do PV, deputado Sarney Filho (PV-MA), a comissão irá trabalhar com quatro eixos temáticos: prevenção, cuidados com a gestante, assistência às crianças e pesquisa. Segundo o coordenador do colegiado, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), até a quarta-feira, 24, serão definidos os subgrupos responsáveis por cada tema.
De acordo com Sarney Filho, a Câmara dos Deputados não poderia ficar omissa diante dessa pandemia, que, para ele, já pode ser considerada a maior tragédia do país dos últimos anos. Ele ressaltou que a comissão não deve se ater apenas à questão da microcefalia, uma vez que médicos e pesquisadores já descobriram que o vírus provoca uma série de outras síndromes congênitas nos bebês infectados durante a gestação, e defendeu que o grupo atue sobre duas vertentes: conhecimento do vírus e o seu combate.
“A microcefalia pode ser uma tragédia de saúde pública e o congresso não pode ficar ausente dessa questão, nós temos que ser proativos. Foi essa a razão da minha proposta. Espero que essa comissão não seja constituída apenas por médicos, mas também por sanitaristas, ambientalistas, economistas, especialistas em áreas urbanas e rurais. Uma comissão que busque uma solução que não é propriamente a solução da ciência, porque essa já está sendo buscada e é difícil encontrar uma cura”, explicou Sarney Filho.
Também representando o Partido Verde no Colegiado, o deputado Evair de Melo (PV-ES) manifestou sua preocupação com os cortes nos recursos do orçamento para pesquisa científica, que, segundo ele, poderá afetar as pesquisas com o vírus zika. Na oportunidade, Evair chamou a atenção para a importância da campanha da fraternidade da CNBB deste ano para o enfrentamento do mosquito aedes aegypti, que tem como tema “Casa comum, nossa responsabilidade”, trazendo o debate sobre o saneamento básico no país.
Já a deputada Leandre Dal Ponte (PV-PR), também membro titular da comissão, fez um apelo para que o exército aproveite sua boa estrutura logística e ajude mais os municípios que carecem de recursos para combater o mosquito. Ela falou da sua preocupação com as regiões de fronteira com outros países e defendeu uma aproximação maior entre o Poder Legislativo e o Ministério da Saúde.
Assessoria de comunicação Lid/PV
