O Ministério Público Federal (MPF) notificou a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para que apresente todos os relatórios de monitoramento de solo, água e ar realizados nas áreas afetadas pelas atividades de exploração de urânio feita pela empresa, que atua na única mina em operação na América Latina, localizada na zona rural de Caetité, na Bahia.
A Procuradoria de Guanambi, município vizinho de Caetité, decidiu que “oficiará à INB a apresentação de relatório com o mapeamento dos poços da área de influência, acompanhados dos relatórios de monitoramento ambiental respectivos (solo, água e ar)”.
Paralelamente, o MPF oficiou a prefeitura de Lagoa Real, onde foi constatado que há um poço contaminado com alto teor de urânio, para que a gestão municipal apresente um mapeamento completo dos poços do município.
Nesse mesmo ofício foram incluídas a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
O MPF informou ainda que pretende incluir um corpo técnico próprio na força-tarefa anunciada pelo governo da Bahia para captar água nos poços da região contaminada.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
» A Procuradoria de Guanambi informou que “avaliará a possibilidade de entrar com uma ação civil pública para tratar especificamente dos impactos da atividade da Indústrias Nucleares do Brasil na saúde da população circunvizinha, ou da própria presença do urânio”.
» A mobilização do MPF e dos governos federal e da Bahia ocorre após denúncia publicada há uma semana sobre contaminação de água por urânio em Lagoa Real.
Fonte: Jornal de Brasília
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