filmeO Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), a Fundação SOS Mata Atlântica e demais ONGs ambientalistas promoveram, nesta quarta-feira, 18, café da manhã para apresentação do documentário “A Lei da Água – Novo Código Florestal”, produzido pelo cineasta Fernando Meirelles e dirigido por André D’Elia.

Realizado ao longo de 16 meses, com entrevistas em Brasília, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, “A Lei da Água” dá voz a ambientalistas, cientistas, ruralistas e agricultores que acompanharam de perto a controversa tramitação do novo Código Florestal no Congresso.

O filme alerta sobre as consequências do novo Código – que anistiou 29 milhões de hectares desmatados ilegalmente em todo País – e sobre o que ainda pode ser feito para evitar mais prejuízos ao meio ambiente. O impacto sobre a capacidade da floresta de proteger e abastecer mananciais de água e, assim, prevenir crises como as que afetam São Paulo hoje, por exemplo, é um dos temas centrais da produção.

Sarney Filho lembrou que o documentário vem a público no momento em que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) contra a Lei.

Após a exibição do documentário, aconteceu um debate sobre o tema com o diretor da obra, André D’Elia; o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA);  o deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e o diretor da SOS Mata Atlântica, Mario Mantonvani. Todos ressaltaram a importância de exibir o documentário para o maior número de pessoas como forma de atrair vários setores da sociedade para a causa ambientalista.

O filme será exibido por meio de financiamento coletivo na internet: uma campanha de crowdfunding promovida pelo Catarse, iniciada em 2 de março. De acordo com André D’Elia, a estreia está marcada para 30 de março, nas cidades de Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Santos.

Para viabilizar sua distribuição e levar o filme a grandes públicos, serão oferecidas sessões únicas para cada cidade. Quando for atingido o valor mínimo necessário para a exibição em uma sala, ela será confirmada e outra sessão para essa mesma cidade será aberta para compra. O longa não possui fins lucrativos e toda a verba gerada será revertida para a divulgação e exibição em universidades, escolas, sindicatos rurais e comunidades.

Ao fim de cada sessão, haverá um debate especial sobre o filme e a distribuição de uma cartilha sobre a nova lei florestal. “Em um momento como o que estamos vivendo, de crise hídrica, o público tem solicitado cada vez mais exibições do filme, até mesmo para entender o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional”, explica André D’Elia.

Além disso, também estão sendo organizados cinedebates com organizações da sociedade civil, movimentos sociais, escolas, universidades e comunidades por todo o país.

Estiveram presentes no café da manhã da Frente parlamentares, entre eles, deputados Arnaldo Jordy, Chico Alencar, Fausto Pinato, Maria do Socorro, Esperidião Amim, Fausto Pinato, Raimundo Gomes de Mattos, Edmilson Rodrigues, Evair de Melo, Ricardo Trípoli , Edinho Bez e Ivan Valente e a senadora Regina Souza. Presentes também, representantes de ONGs, da SOS Mata Atlântica, Anama, WWF Brasil, Rede Mata Atlântica, Greenpeace, consultores da Câmara dos Deputados, pesquisadores da Universidade de Brasília, ICMbio, Secretária do Meio Ambiente do DF e Ministério do Meio Ambiente.

Comunicação Lid/PV com informações do Instituto Socioambiental.

Foto: Paula Laport