ebolaO Conselho de Administração da Aliança Global para as Vacinas e a Imunização (Gavi) decidiu autorizar nesta quinta-feira (11) a compra de vacinas contra o ebola para ajudar a implementar programas de imunização em massa.

Duas vacinas passam por testes clínicos em diversas partes do mundo: a VSV-ZEBOV, desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá e cuja patente pertence à farmacêutica Merck, e a chade3-ZEBOV, da GlaxoSmithKline.

Nesta quinta-feira foi noticiado que o teste da VSV-ZEBOV foi suspenso temporariamente após alguns voluntários reclamarem que tinham sofrido dores musculares.

O Conselho aprovou um plano pelo qual seriam destinados até US$ 300 milhões para a compra de até 12 milhões de tratamentos para vacinar o mais rápido possível a população em risco, segundo informou em comunicado.

Outros US$ 90 milhões ficarão disponíveis para ajudar os países afetados, dos quais US$ 45 milhões seriam destinados ao processo de imunização, que inclui o treinamento de profissionais de saúde e a melhora do sistema climatização e vigilância.

Outros US$ 45 milhões seriam para a reconstrução dos sistemas de saúde e, principalmente, para os serviços gerais de vacinação para retomar todos os programas de imunização contra outras doenças.

Para obter os fundos, a Gavi usará recursos próprios e uma parte obtida através de doadores que já se comprometeram na luta contra a epidemia de ebola que neste ano afetou, principalmente, Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A Gavi detalhou que o dinheiro poderá ser usado não apenas para controlar a proliferação da atual epidemia, mas também para guardar vacinas de primeira e de segunda geração em caso de eventuais surtos.

Quase 18 mil pessoas foram contaminadas pelo ebola no atual surto no oeste da África. Cerca de 6.400 morreram devido à doenças, segundo os últimos dados divulgados pela OMS.

Suspensão de testes – Os testes com a vacina VSV-ZEBOV começaram em 10 de novembro e em 2 de dezembro os responsáveis do Hospital Cantonal de Genebra, que administram o estudo, informaram que os primeiros resultados eram muito positivos.

As dores musculares nas mãos e pés apareceram entre 10 e 15 dias após a vacinação. Os sintomas duraram alguns dias e depois desapareceram, e os pacientes não apresentaram nenhuma outra dolência.

Embora as dores sejam relativamente normais após uma imunização – sucede com frequência após a inoculação da vacina contra a rubéola -, não tinham sido previstos e portanto isso não tinha sido informado aos voluntários.

É por isso que buscam conhecer sua intensidade e regularidade e qualquer outro detalhe importante para poder informar aos futuros voluntários para que conheçam com antecipação estes eventuais efeitos secundários.

“Esta suspensão é um procedimento padrão em qualquer teste clínico com humanos. É por isso que se chama teste, para verificar todos e cada um dos efeitos secundários”, explicou Margaret Harris, do sistema de comunicação da OMS. Fonte: G1