indioÍndios Munduruku e ativistas do Greenpeace protestaram na quarta-feira (26) contra a construção do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no Pará. Com pedras, os manifestantes formaram a mensagem gigante Tapajós Livre na areia de uma praia próxima à cachoeira de São Luiz do Tapajós, local previsto para receber a primeira das cinco hidrelétricas planejadas para a região amazônica.

A área a ser alagada abriga uma das principais porções de floresta nativa do país, afetando unidades de conservação e terras indígenas. A usina São Luiz do Tapajós chegou a ter seu leilão anunciado para o dia 15 de dezembro, apenas 150 dias após o governo ter requerido ao Ibama a licença ambiental prévia do empreendimento. Quatro dias depois, o Ministério de Minas e Energia teve que voltar atrás e adiar o leilão após pressão do povo Munduruku, que não teria sido devidamente consultado sobre a obra.

“Nós, guerreiros e guerreiras, carregamos as pedras com firmeza para mostrar que não vamos abrir mão do rio. Estamos aqui na praia mostrando pro mundo que queremos sempre o Tapajós livre e vivo, como hoje”, diz Maria Leusa Munduruku.

A usina de São Luiz do Tapajós é o maior empreendimento do tipo planejado no país para os próximos anos. Ela terá potência de 8 mil MW (megawatts) e vai demandar investimentos estimados em R$ 30 bilhões.

Fonte: G1 Natureza

Foto: g1.globo.com