20140915085247O número de Queimadas detectadas dentro do perímetro de terras indígenas em Mato Grosso sofreu este ano um aumento de 68% em comparação com o mesmo período (de 1° de janeiro a 15 de setembro) do ano passado. A estatística é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a ocorrência de focos de calor via satélite.

De acordo com o levantamento do Inpe, de 1° de janeiro até esta segunda-feira (15), as terras indígenas de Mato Grosso tiveram incidência de 3.713 focos de calor. O total é 68,69% superior ao número do mesmo período do ano passado, quando foram detectados 2.201 focos nas terras indígenas.

Também houve aumento do número de terras indígenas com incidência de Queimadas. No acumulado deste ano, 53 unidades foram atingidas, cinco a mais que no ano passado.

O aumento na incidência de Queimadas em terras indígenas de Mato Grosso segue tendência de aumento de focos de calor no estado como um todo. Desde o primeiro dia do ano, foram detectados pelo Inpe 18.128 focos de calor no território mato-grossense, uma diferença de mais de 71% em relação ao total de Queimadas detectadas no mesmo período do ano passado, quando os satélites contabilizaram 10.577 focos.

Exemplo da incidência de Queimadas em reservas da Fundação Nacional do Índio (Funai) é a terra indígena Marãiwatsédé, no nordeste do estado.

Focos – A unidade de mais de 165 mil hectares teve o registro de 388 focos de calor (parte deles com suspeita de terem sido criminosos) em apenas sete dias, segundo divulgou o Centro Especializado de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, o Prevfogo, ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Após operação que prendeu antigos posseiros da região, o número de focos no local caiu drasticamente.

No estado, o IBAMA possui quatro equipes de brigadistas para atuar no controle a Queimadas em terras indígenas. São 74 brigadistas distribuídos para atuar nas terras indígenas Paresi, região de Tangará da Serra, Utiariti, em Campo Novo do Parecis, Bakairi, em Paranatinga, e Karajá / Tapirapé, na região de Luciara.

Fonte: O Estado do Maranhão

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