A Comissão Especial da Previdência, instalada nesta quinta-feira,25, na Câmara Federal, tem o deputado Professor Israel (PV-DF) como membro. “Minha missão é defender e resguardar os direitos, sobretudo dos mais pobres, dos professores e das mulheres. Estamos falando do futuro de todos nós brasileiros. O debate tóxico e binário não ajuda o País neste momento”, defendeu.
O parlamentar entende a necessidade de uma reforma, mas é contra a proposta apresentada pelo governo ao Congresso. E são vários os motivos. Ele critica a perda de direitos e garantias previstos na Constituição e a adoção de um modelo temerário de capitalização, já comprovado ineficaz em outros países, assim como o endurecimento do Benefício de Prestação Continuada/BPC e da aposentadoria rural.
Para ele, há barreiras para que os mais pobres e necessitados tenham acesso à aposentadoria e o fim do reajuste real destrói o poder de compra do dinheiro. Outro problema é a criação de alíquota extraordinária (sem o estabelecimento do percentual claro) para que estados e municípios criem tributos extras aos servidores.
Por fim, o parlamentar pontua a falta de regra de transição para aposentadoria dos professores e o fim da aposentadoria especial às mulheres. “Nossas professoras, por exemplo, estão sendo duplamente prejudicadas, pois saem de 25 para 40 anos de contribuição”.
Na instalação da comissão, Israel firmou o compromisso de trabalhar para que o texto final da previdência não venha acentuar ainda mais o nível de desigualdades no país.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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