Nesta segunda-feira, 25, parte dos moradores da cidade de Barão de Cocais, em Minas Gerais, vão ser submetidos a um treinamento para se alojarem com segurança em caso do rompimento da barragem Sul Superior da Mina Congo Sogo. A simulação foi decidida após a barragem atingir o alerta máximo para risco de rompimento na última sexta-feira, 22. Caso isso ocorra, cerca de 1/5 da população do município será atingida diretamente pela lama, algo em torno de, 6 mil pessoas.

A Bancada Verde se solidariza com essas famílias que vivem na região ao mesmo tempo que cobra uma posição definitiva das autoridades e da própria VALE para impedir que novos acidentes com barragens aconteçam. Não é aceitável que moradores de diversas cidades vivam em constante estado de alerta e medo quando se sabe que há alternativas para acabar com os riscos. Não é aceitável que aguardemos de braços cruzados enquanto outra tragédia socioambiental se configura. Não é aceitável a morosidade com que é tratada a recuperação dos danos já causados às cidades de Mariana e Brumadinho.

No nosso papel de legisladores, defenderemos que a Câmara dos Deputados trate com prioridade a análise e aprovação de projetos, a exemplo do PL 1021/2019, que objetiva dotar o Código de Mineração de todas as cautelas socioambientais que a atividade demanda, de possibilitar e incentivar a adoção de técnicas de menor risco socioambiental, bem como da instituição de seguro obrigatório contra o rompimento de barragens. Além de acelerar a análise das proposições que serão resultado da Comissão Externa de Brumadinho (MG).

Morte de Dilma Ferreira Silva

A Bancada Verde também se solidariza com a família da ativista Dilma Ferreira Silva, uma das líderes do Movimento Atingidos por Barragens (MAB), no Pará. Dilma, o esposo, Claudionor da Silva, e Hilton Lopes foram encontrados mortos num assentamento, na madrugada de sexta-feira, 22. A Bancada Verde se une ao movimento para pedir uma apuração rápida e punição para os criminosos.